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Mãe demonstrou ‘frieza e desprezo’ pelo filho que ficou acorrentado sem água e comida, diz delegada
20/05/2026
(Foto: Reprodução) Mãe é presa suspeita de maus-tratos contra o próprio filho
A delegada Fernanda Simão afirmou que o caso do homem de 46 anos encontrado acorrentado pela própria mãe chamou atenção pela “frieza e desprezo” demonstrados pela suspeita em relação ao filho. Segundo a Polícia Civil, a vítima passava dias sem comer e sem acesso à água dentro da casa onde vivia, em Rio Verde, na região sudoeste de Goiás.
“Frieza e desprezo da mãe pela vida do filho; maldade, situação extremamente desumana, tendo a vítima passado por situações de extremo sofrimento”, afirmou a delegada em entrevista ao repórter Sylvester Carvalho.
A mãe, de 64 anos, foi presa em flagrante na sexta-feira (15) e teve a prisão mantida após audiência de custódia. Segundo Fernanda Simão, a suspeita ficou em silêncio durante o depoimento prestado à polícia.
De acordo com a investigação, o homem sofreu três acidentes vasculares cerebrais (AVCs), ficou acamado, sem movimentos e com a fala comprometida. A polícia informou ainda que o nome do pai não consta no registro da vítima.
Em nota, a Defensoria Pública do Estado de Goiás informou que representou a investigada durante a audiência de custódia, cumprindo seu dever legal e constitucional, e que não comentará o caso.
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Mãe é presa suspeita de manter filho acorrentado à cama e em condições desumanas
Divulgação/Polícia Civil
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Situação degradante
Segundo a Polícia Civil, o caso foi descoberto após denúncia da Secretaria Municipal de Assistência Social. Policiais civis e equipes da rede de assistência social foram até a residência e encontraram o homem vivendo em condições consideradas degradantes.
A investigação apontou que ele permanecia amarrado pelos braços e pernas durante grande parte do dia, inclusive quando ficava sozinho na casa. A vítima apresentava sinais de contenção prolongada nos punhos e tornozelos, extrema debilidade física e falta de higiene.
Ainda conforme a polícia, o homem recebia alimentação irregular e dormia em uma área externa improvisada, exposto ao frio, vento e chuva.
Vídeos enviados à Polícia Civil mostram a investigada submetendo o filho a sofrimento psicológico. Em um dos registros, segundo a corporação, ela diz frases como: “tomara que você morra sufocado” e “eu tenho nojo de você”.
A vítima foi encaminhada para atendimento médico e acolhimento institucional pela rede de proteção social.
Prisão mantida
A mulher foi autuada em flagrante pelos crimes de tortura e maus-tratos. A Polícia Civil representou pela prisão preventiva diante da gravidade do caso e da existência de denúncias anteriores envolvendo a mesma vítima.
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